Nossa história

Ao longo do ano de 2010 foram realizadas reuniões com um grupo de cooperadas da antiga Cooperlimp, lideranças dos bairros Jd. Gonzaga, Jd. Monte Carlo e Jd. Pacambu e membros do Núcleo Multidisciplinar e Integrado de Estudos, Formação e Intervenção em Economia Solidária da Universidade Federal de São Carlos (NUMI-ECOSOL/UFSCAR, antiga Incubadora Regional de Cooperativas Populares/INCOOP) sobre a possibilidade de se criar um Banco Comunitário nestes bairros. No final de 2010, foi realizada uma visita ao Banco União Sampaio, situado no Jd. Maria Sampaio, Zona Sul de São Paulo. As 11 mulheres que viajaram voltaram animadas e intrigadas com a possibilidade de ter este instrumento de Desenvolvimento Territorial nos seus bairros, porém, por conta da complexidade e da falta de afinidade com a proposta, apenas 3 destas quiseram continuar com o processo de construção do que viria a ser o Banco Nascente.

Este grupo passou a se reunir semanalmente com a incubadora para atividades de formação. Em março de 2011, realizaram a venda de pizzas para levantar os primeiros recursos do fundo do Banco. Em junho, começou o trabalho do Núcleo de Economia Solidária (NESOL/USP) que colaborou para o processo de estruturação do Banco. Uma pessoa sai do grupo e outras três ingressam, formando o que, a partir de setembro denominou-se como as “Agentes de Desenvolvimento Local”. Estas mulheres colaboraram substancialmente na articulação do Banco na comunidade, na sensibilização com parceiros importantes do território, no processo de estruturação para a inauguração do Banco. Foram realizados diálogos com duas associações de bairro (Jd. Gonzaga e Cruzeiro do Sul), com as igrejas Santa Madre Cabrini, São Francisco e São José Operário, com diversos comerciantes e lideranças dos bairros em geral. Em outubro realizaram um curso de agentes de crédito do Banco Palmas, em Fortaleza/CE, que colaborou para ampliar o conhecimento do grupo sobre finanças solidárias e bancos comunitários. Foi ao final de 2011 que se iniciou o processo do mapeamento da produção e do consumo dos bairros realizado por moradores e coordenado pela incubadora.

O ano de 2012 começou com intensas atividades para preparar a inauguração do Banco Comunitário. Em janeiro, foram realizados dois cursos do NESOL para a comunidade e estes conseguiram trazer mais colaboradores para o grupo, que posteriormente chamaremos de Conselho Gestor do Banco. Neste momento foi decidido o nome do banco: Nascente, por causa das diversas nascentes que brotam na região, e o nome da moeda social: VIDA, tanto porque é da água onde surgiu a vida, como porque serão muitas Vidas circulando no bairro para mudar a vida dos moradores. Ao longo de fevereiro e março, o Banco definiu a arte visual da moeda, com o desenho de dois artistas próximo às atividades de cultura do bairro. No final de fevereiro o NESOL realizou uma prova que selecionou os dois trabalhadores do Banco Nascente.

Em março o grupo participou de formações para agente de crédito junto ao NESOL e definiu em reunião convocada com a comunidade a Política de Crédito inicial do Banco Nascente. Neste mês, mobilizaram as vendas das cartelas para o Festival de Prêmios do Banco Comunitário com a colaboração da Igreja Madre Cabrini, ação realizada em abril e de suma importância para ampliar o fundo do Banco Comunitário. Foram realizadas também reuniões de articulação com o Departamento de Apoio à Economia Solidária (DAES) e a Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (SMCAS), ambos da Prefeitura Municipal de São Carlos. Com a SMCAS foi realizada a articulação da possível cessão de uso de uma sala dentro do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) no Jardim Pacaembu para servir de local de funcionamento e atendimento do Banco Comunitário Nascente.

Durante o projeto do NESOL o Banco Nascente se inseriu nas redes Sudeste e Brasileira de Bancos Comunitários de Desenvolvimento. O contato e articulação com outros bancos tem sido muito importantes para o nosso crescimento e fortalecimento. Hoje, o Banco Nascente atua com duas linhas de crédito (produtivo e de consumo) e pensa na possibilidade da criação de uma linha de crédito habitacional.

Os primeiros empréstimos de crédito produtivo saíram no segundo semestre de 2012. Em abril e maio de 2013 organizamos o pré-lançamento e lançamento da Moeda VIDA, sendo esse último uma nova edição do festival de prêmios, principal fonte dos recursos financeiros do Banco Nascente. Os primeiros créditos de consumo, concedidos na moeda vida, começaram a acontecer a partir de junho.

Em 2013 o Banco apostou na organização de eventos culturais no território como estratégia de divulgação do Banco. Os eventos culturais normalmente acontecem na praça Maranhão, ponto central do território, ou na Estação Comunitária Jardim Gonzaga (ECO). As atividades propostas para os eventos procuram pesquisar e aproveitar a produção cultural que já existe no bairro – como apresentação de bandas ou oficinas realizadas pelos moradores da comunidade. As atividades de leitura, teatro, artesanato, dança, cinema e música possuem o objetivo de proporcionar uma troca de saberes entre os moradores do bairro e levantar questões para reflexão e discussão como educação, sexo, drogas, família, amigos, natureza, juventude, trabalho, etc… Outra discussão relacionada aos eventos e às feiras é a preservação e a importância do espaço público e a questão do recolhimento e reciclagem do lixo.

 

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